sábado, 1 de janeiro de 2011

O que você vai ser em 2011?


No final de 2009 fui à cartomante que uma amiga minha costuma ir.Como diz aquele ditado,yo no creo en las brujas,pero que las hay,hay.As poucas vezes que fui em cartomantes foi uma furada.Sempre aquela coisa linda:você vai conhecer um cara maravilhoso,vai fazer muitas viagens,ter muito dinheiro...

Acho que quis ir nessa justamente porque a única previsão que minha amiga me contou foi justamente ruim:ela disse que o pai dela morreria em breve e foi o que aconteceu.Pensei então:hmmm,a coisa deve ser diferente.Vamos ver.

E lá fui eu.As cartas de tarot me fascinam.São bonitas e passíveis de múltiplas interpretações.Cada uma parece contar uma história.

A leitura das minhas cartas foi...assim bem similar ao que citei acima.Ela via viagens,melhora das condições financeiras,novos amores...o mesmo script.O que nem é tão mal,se acontecem.

A única viagem que fiz durante o ano passado foi uma viagem que já estava programada(e até paga) quando fui conversar com ela.Talvez o presente a que ela se referiu(que eu receberia) seja as novas amizades que fiz,que foram muito especiais.

E talvez a gente fique esperando que coisas fora do normal aconteçam depois de ir a uma cartomante.Como se além do alegado poder de saber o que vai acontecer com a gente no futuro,elas pudessem mudar o rumo das nossas vidas.Faze-las melhores e mais interessantes.

Cheguei à conclusão de que a melhor coisa é tomarmos o leme das nossas vidas e guiá-las nós mesmo.Nem sempre a gente vai pelo caminho certo ou o mais curto,mas pelo menos fomos donos das nossas decisões e assim,dos nossos destinos.

Mas isso não significa que nunca mais vou numa cartomante.Como já disse,não creio em bruxas,mas...

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Alvinegra




Sou alvinegra,sim.Maloqueira e sofredora,graças a Deus.


Mas na verdade hoje estou falando de outra situação alvinegra na minha vida.


Meus cabelos.Que já foram negros como a asa da graúna(leram Iracema também?)e hoje são alvinegros.Por enquanto mais negros que alvi,mas não sei por quanto tempo.


Tenho fugido das tintas o quanto posso,mas sinto que está chegando a hora de encarar as tinturas.Costumo arrancar os cabelos brancos,mas atualmente são tantos que se continuar a fazer isso corro o risco de fazer um desmatamento descontrolado e aí sim,não sobrarão nem brancos nem negros.


O corpo da gente não mente.


A gente fica toda feliz quando alguém nos elogia e diz que aparentamos ter menos idade do que realmente temos,mas nosso corpo tem jeitos de nos lembrar que só parecemos,mas que na verdade os anos estão todinhos lá.


Os cabelos são os primeiros a gritar:"você já não é tão novinha assim!",mas a vantagem de ser mulher é que disfarçar os cabelos brancos pode ser uma grande diversão.É a grande chance de nos tornarmos loiras,ruivas,castanhas e ainda por cima disfarçar os sinais da idade.


Mas confesso que pretendo continuar com o cabelo preto.Se é pra pintar,vou pintar de preto.Acho que sou muito comunzinha pra sair por aí com os cabelos acaju ou cor de cenoura...pretinho básico para mim!

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Vozes


Nossa,os posts desse blog estão cada vez menos "biscoitais"!

Hoje vou falar de vozes,inspirada por um texto do Ivan Angelo na última página de uma Veja São Paulo.

Não sei quanto a vocês,mas a voz é um fator de sedução para mim.Alguns tipos de vozes me atraem mais que outros.Percebi que gosto de cantores com timbre anasalado e que isso é um ponto em comum entre Pearl Jam,Creed,Oasis e Rush.

E mesmo no âmbito pessoal,embora a voz não seja um fator determinante para escolher um bem amado,é um ponto que eu levo em conta.

Não gosto de vozes graves.Impressiona escutar James Earl Jones dizendo:"this is CNN",mas não é o tipo de voz que eu gostaria sussurrando ao pé do ouvido.

Tem um tipo de voz que me agrada bastante.Engraçado como é difícil descrever uma voz.Só com adjetivos não é possível imaginar uma voz.Tentei pensar em pessoas famosas(atores,cantores,pessoas públicas em geral)para dar um exemplo e só lembrei de um.Edward Burns é um ator e diretor não muito conhecido,que fez pelo menos dois filmes que eu gosto bastante:"She's the one",com Jennifer Aniston e "The McMullen Brothers".A voz dele é aquela nem isso nem aquilo.Não é grave,nem aguda,mas é uma voz aconchegante.Tem vozes que abraçam a gente,confortam,nos dão paz.

Gosto também de vozes levemente roucas.Embora na maioria das vezes signifique algum problema de saúde,leve ou grave,são vozes interessantes.Pode ser só coincidência,mas muitas das pessoas com esse tipo de voz(as que conheço)são mais agitadas,elétricas.São vozes e pessoas que não nos levam ao descanso e sim ao movimento,o que também não é ruim.

E penso agora na era do rádio.Com suas radionovelas, noticiários e programas musicais.

Mario Vargas Llosa tem um livro muito bom e divertido,"Tia Julia e o Escrevinhador",onde ele descreve o dia a dia de uma estação de rádio limenha que entre outros programas,produzia radionovelas.A descrição dele dos atores é engraçadíssima pelo descompasso que existe entre a voz e a aparência deles.

Quantas vezes isso não ocorre?Escutamos uma voz ao telefone e fazemos uma imagem da pessoa e ao encontrá-la,dificilmente ela corresponde totalmente ao que imaginamos.Como se apenas escutássemos Susan Boyle cantando antes de vê-la em um vídeo.

E escutar a nossa própria voz numa gravação?Não sei quanto a vocês,mas a primeira vez que escutei fiquei meio decepcionada.Achava minha voz bem mais agradável que aquela gravada.É como se eu estivesse frente a um daqueles espelhos côncavos ou convexos,que nos fazem parecer mais gordos ou magros,mas desta vez não havia distorção alguma,minha voz era aquela mesma.

Pode ser um exercício interessante apenas escutar,sem o auxílio da associação com a imagem.Parece um pouco retrógrado nos dias de hoje,em que não se escuta simplesmente música:a gente vê o clipe e ouve a música.Temos a possibilidade de ouvir a notícia acompanhada das imagens na tevê.Não é preciso imaginar o que o locutor de futebol narra:a gente vê todos os lances na tevê.

Mas quem se daria a esse trabalho hoje em dia?

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Motivação


Os últimos posts estão bastante esportivos.Já falei de kendo e agora vou falar do outro esporte da minha vida,que é a corrida.

Corro já há um certo tempo e correr faz parte da minha rotina,quase como escovar os dentes ou tomar banho.Correr dá uma sensação de liberdade muito boa,principalmente quando corremos ao ar livre(não sou fã das esteiras).E correr nos ensina a ter persistência,a nos aproximar dos nossos limites e a ter humildade,já que uns dias são melhores e outros são muito ruins.

Mas ultimamente perdi o foco.

Correr por correr,apenas para manter a forma e a saúde é muito bom,mas depois de um tempo praticando corrida você passa a traçar metas,que podem ser aumentar as distancias percorridas,aumentar a velocidade na mesma distancia ou até mesmo superar alguém.

A minha meta sempre foi me superar.Ou seja,fazer o mesmo percurso mais rápido que da última vez ou conseguir fazer uma distancia maior que da última vez.

Mas ultimamente nada disso tem me servido de estímulo.Tenho um desafio grande daqui a seis dias e treinei muito pouco.Fico chateada,claro,mas está faltando motivação.Aquela coisa que faz a gente ter raça e ir atrás do que a gente quer,sabe?

Não sei o que mudou.Talvez problemas pessoais possam estar interferindo,mas é incômodo me perceber tão anestesiada,tão passiva.A gente sempre passa por altos e baixos na corrida.Tem dias que a gente parece flutuar no asfalto.E tem dias que as pernas estão soldadas no chão.Mas nunca fiquei tanto tempo desanimada.

Espero sinceramente que seja uma fase temporária.

domingo, 5 de setembro de 2010

De volta para casa


Demorei,mas voltei.

Embora o título possa fazer supor que eu havia viajado,estava por aqui.Falta de inspiração e preguiça foram os motivos do sumiço.

A volta para casa a que me refiro no título é uma volta às raízes.

Sou descendente de orientais mas fui criada de um modo mais ocidental.Minha ligação com o oriente se dá principalmente através da alimentação,ainda que no dia a dia prevaleça a alimentação ocidental.

Há alguns meses eu e minha filha começamos a praticar kendo.Para quem não sabe,esta é uma arte marcial japonesa praticada com espadas de bambu(as shinais).Quem já praticou alguma arte marcial sabe que praticar qualquer uma delas envolve não somente técnica,mas também atitudes e posturas.
Existem pontos de vistas diferentes e na minha opinião,muito interessantes,como por exemplo o respeito que se deve ter pelo adversário.Não só como um oponente,mas também porque sem ele não haveria a possibilidade de lutar e mesmo aprender.O hábito de fazer reverências também não é muito comum na cultura ocidental e ainda tenho dificuldades com isso.
Com a convivência com este mundo mais oriental ressurgiram coisas que remetem à minha infancia.Uma delas são as gincanas(undokai)em que participam principalmente as crianças,mas também os adultos,com aquelas brincadeiras típicas como corrida com ovo(aqui sabiamente substituído por uma bolinha de pingpong),corridas em dupla e tantas outras.
E também os lanches coletivos,em que cada um traz alguma coisa.Na visão de um ocidental deve ser uma tremenda farofada,já que muitas vezes leva se comida e não biscoitos ou salgados de padaria.Uma das minhas lembranças mais queridas são os niguiris (bolinhos de arroz).Adorava eles simples,só de arroz.Mas haviam os mais elaborados que continham no centro ume boshi,ameixas curtidas levemente salgadas e bem azedinhas.Eu não gostava,mas lembro do comentário de um amigo,hoje um grande sushiman,que dizia que o melhor momento para ele era chegar ao ume boshi.
Resgatar todos esses momentos,hábitos e aprender outras coisas além do kendo propriamente dito têm feito desses treinos uma viagem nem sempre fácil,mas com momentos fascinantes.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Bola rolando


E a Copa chegou.E a gente respira,bebe,come e dorme futebol.

Assiste nossos jogos e também jogos dos outros.

Somos a Pátria de chuteiras,camiseta amarelinha,boné,bandeirinha e a danada da cornetinha.Graças aos Céus o raio da vuvuzela não chegou aqui.Tenho até medo de pensar no que eu faria com a vuvuzela do infeliz que ousasse buzinar aquilo na minha orelha...

Não sei vocês,mas sou uma torcedora light.

Assisto sim nossos jogos e sofro a cada passe mal dado.Mas até hoje não consigo entender o impedimento.Já me explicaram centenas de vezes,mas na hora do jogo não consigo ver,a não ser quando passam no replay.E não deixo de dormir por isso.Devo ser considerada retranqueira,porque adoro uma defesa bem armada.Lógico que o ataque é importantíssimo,senão não sai gol,né?Mas eu adoro quando o outro time não consegue chegar lá na frente!

E confesso que adoro ver jogador bonito.Jogar bem não depende de boa estampa,mas também mal não faz...nós mulheres ficamos meio irritadas quando levamos nossos bem amados pra ver,sei lá,um espetáculo de dança,por exemplo.Para a maioria deles é bem chato e a única alegria deles é ver se a mulherada,usando um termo bem deles,é gostosa.Aí chega a hora da nossa vingança.A gente gosta de ver o jogo,mas também dá uma olhada mais detalhista nos moçoilos.

E pra provar que não sou só eu,tá cheio de matérias na internet do tipo:os musos da Copa,gatos da Copa e similares.



Gosto varia muito,mas meu muso é aquele português tranqueira,o Cristiano Ronaldo.Digo tranqueira porque fora de campo ele é meio agitadinho.Minha filha acha ele horroroso...como eu disse,gosto varia muito.E outro dia vendo o jogo da Alemanha eu e minha amiga Renata simpatizamos com o Mario Gomez,também conhecido como Supermario,daí a homenagem na foto que ilustra o texto.

E vocês?Quem torna os jogos mais interessantes pra vocês?

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Anzac!


Palavrinha meio esquisita essa,né?

Quando ouvi pela primeira vez me veio à cabeça o "Bazzinga!" que o Sheldon,personagem da série The Big Bang Theory,costuma soltar.Talvez Anzac fosse um mote de alguém.Mas poderia ser um similar do Prozac,aquele antidepressivo."Eu parei de tomar Prozac,agora estou no Anzac".Ou poderia ser uma palavra vinda do Oriente Médio,com um significado misterioso.

Mas ainda bem que tenho amigas globetrotters que me tiram das trevas da ignorancia.A Ana,uma amiga querida,está passando uns tempos down under,lá longe na Oceania.

E me escreveu passando uma receita de biscoitos.Com o nome deles(Anzac!!!)e a história do nome.Anzac nada mais é que uma abreviação de Australian-New Zealand Army Corporation e os biscoitos eram feitos pelas mulheres para os soldados australianos e neozelandeses durante a Primeira Guerra Mundial.

Trata-se de um biscoito de aveia.Confesso que não me animei muito,já que biscoitos de aveia não me atraem muito.Mas como a Ana foi tão legal e mandou a receita,decidi experimentar.

Meu Deus do Céu,o danado do biscoito é bom demais!!!Crocante na medida certa,nem doce demais nem de menos.Meus pais se tornaram fãs e toda semana asso um pouco e levo pra eles.Além de tudo,a receita é fácil e rápida de fazer.

Por isso vou compartilhar essa receita com vocês:


ANZAC


1 xicara de farinha de trigo

1 xicara de aveia em flocos

1 xicara de coco ralado seco

3/4 xicara de açúcar mascavo

125g de manteiga

1 colher rasa de sobremesa de mel (pode ser Karo se você não tiver mel)

1 colher de chá de bicarbonato de sódio


Préaqueça o forno a 160 graus.Forre formas com papel manteiga(dessas retangulares baixas,boas para assar biscoitos)

Junte a farinha,aveia,coco e açúcar e bicarbonato.

Ponha a manteiga,o mel e 2 colheres de sopa de água em uma panelinha.Misture em fogo médio até que a manteiga derreta.

Despeje a manteiga na mistura seca(farinha e outros).Misture bem.

Faça bolinhas da massa com a ajuda de uma colher de sobremesa.Coloque na forma,deixando mais ou menos uns 5 cm de espaço entre um e outro.Achate ligeiramente a bolinha com a mão ou um garfo.

Asse por 10 minutos ou até dourarem.


É bom demais!

Se alguém fizer me conte depois o que achou.