
Nossa,os posts desse blog estão cada vez menos "biscoitais"!
Hoje vou falar de vozes,inspirada por um texto do Ivan Angelo na última página de uma Veja São Paulo.
Não sei quanto a vocês,mas a voz é um fator de sedução para mim.Alguns tipos de vozes me atraem mais que outros.Percebi que gosto de cantores com timbre anasalado e que isso é um ponto em comum entre Pearl Jam,Creed,Oasis e Rush.
E mesmo no âmbito pessoal,embora a voz não seja um fator determinante para escolher um bem amado,é um ponto que eu levo em conta.
Não gosto de vozes graves.Impressiona escutar James Earl Jones dizendo:"this is CNN",mas não é o tipo de voz que eu gostaria sussurrando ao pé do ouvido.
Tem um tipo de voz que me agrada bastante.Engraçado como é difícil descrever uma voz.Só com adjetivos não é possível imaginar uma voz.Tentei pensar em pessoas famosas(atores,cantores,pessoas públicas em geral)para dar um exemplo e só lembrei de um.Edward Burns é um ator e diretor não muito conhecido,que fez pelo menos dois filmes que eu gosto bastante:"She's the one",com Jennifer Aniston e "The McMullen Brothers".A voz dele é aquela nem isso nem aquilo.Não é grave,nem aguda,mas é uma voz aconchegante.Tem vozes que abraçam a gente,confortam,nos dão paz.
Gosto também de vozes levemente roucas.Embora na maioria das vezes signifique algum problema de saúde,leve ou grave,são vozes interessantes.Pode ser só coincidência,mas muitas das pessoas com esse tipo de voz(as que conheço)são mais agitadas,elétricas.São vozes e pessoas que não nos levam ao descanso e sim ao movimento,o que também não é ruim.
E penso agora na era do rádio.Com suas radionovelas, noticiários e programas musicais.
Mario Vargas Llosa tem um livro muito bom e divertido,"Tia Julia e o Escrevinhador",onde ele descreve o dia a dia de uma estação de rádio limenha que entre outros programas,produzia radionovelas.A descrição dele dos atores é engraçadíssima pelo descompasso que existe entre a voz e a aparência deles.
Quantas vezes isso não ocorre?Escutamos uma voz ao telefone e fazemos uma imagem da pessoa e ao encontrá-la,dificilmente ela corresponde totalmente ao que imaginamos.Como se apenas escutássemos Susan Boyle cantando antes de vê-la em um vídeo.
E escutar a nossa própria voz numa gravação?Não sei quanto a vocês,mas a primeira vez que escutei fiquei meio decepcionada.Achava minha voz bem mais agradável que aquela gravada.É como se eu estivesse frente a um daqueles espelhos côncavos ou convexos,que nos fazem parecer mais gordos ou magros,mas desta vez não havia distorção alguma,minha voz era aquela mesma.
Pode ser um exercício interessante apenas escutar,sem o auxílio da associação com a imagem.Parece um pouco retrógrado nos dias de hoje,em que não se escuta simplesmente música:a gente vê o clipe e ouve a música.Temos a possibilidade de ouvir a notícia acompanhada das imagens na tevê.Não é preciso imaginar o que o locutor de futebol narra:a gente vê todos os lances na tevê.
Mas quem se daria a esse trabalho hoje em dia?
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